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Crise Econômica e o Mercado da Construção Civil

Estratégias de Negócio: Locação de Máquinas
dezembro 1, 2017

A Crise no País

O Brasil vive hoje um momento de profunda instabilidade; na economia e na política a palavra de ordem é a desconfiança, quando ainda tentamos nos levantar e respirar após a profunda crise econômica que se instalou no país desde meados de 2013. O Brasil, que caminhava confiante com um boom de crescimento em 2010 com o maior avanço do PIB em duas décadas e o crescimento de 7,5% da economia, não conseguiu manter o ritmo diante das dificuldades que encontrou e o resultado disso foi uma queda drástica de todos os indicadores econômicos e o alerta do que viria pela frente: uma profunda recessão.

Essa realidade bateu na casa de todos os brasileiros com más noticias. O aumento da inflação, e o crescimento absurdo da taxa de desemprego teve impacto direto na confiança do consumidor e do próprio empresário, que se viram obrigados a controlar seus gastos e até mesmo rever o padrão de vida e consumo que levavam.

E sabe quem foi uma das responsáveis por essa crise geral da economia brasileira? O inicio da crise do mercado da construção civil. O setor era responsável por cerca de 6,5% do PIB do país e empregava diretamente milhares de brasileiros!

Crise no mercado da construção civil

E no mercado da construção civil a crise chegou de forma profunda. O setor, assim como o país, passou por um crescimento expressivo entre os anos de 2009 e 2010, o que criou grandes expectativas no mercado que não esperava viver, pouquíssimos anos depois, uma crise sem precedentes: A rentabilidade do setor caiu de 11.2% em 2013 para 2,4% em 2014 com recuo de 5,6% nas vendas e um número assustador de demissões.

Além de sofrer com os aspectos gerais da crise como todos os outros setores: aumento dos juros, restrição ao crédito, falta de credibilidade do governo e outros fatores já citados acima, o mercado da construção civil possui algumas peculiaridades que foram responsáveis pelo agravamento de sua situação. No mercado imobiliário, a expectativa gerada pelo bom momento gerou uma oferta excessiva de imóveis comerciais e residenciais que não tiveram saída, criando para algumas empresas, um estoque que equivale a anos de vendas, o que submeteu o mercado a uma corrida nos últimos anos para escoar toda essa oferta, abaixando preços para ter dinheiro em caixa e tentar pagar as dívidas. O problema é que um número grande de clientes desistiram de pagar seus apartamentos que demoraram para ser entregues, já que estes acabam valendo menos do que na hora da compra.

Já ao olharmos para as empreiteiras encontramos um tipo incomum de problema: com o avanço das investigações da Lava-Jato os escândalos de corrupção envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil colocaram o setor numa saia justa, levantando suspeitas e endividando em bilhões as empresas que antes alimentavam o setor. Com esse cenário, nem mesmo a copa do mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 que demandaram grande mão de obra, foram suficientes para amenizar os efeitos da crise.

Leve crescimento

No inicio do caos especialistas apontavam que o ano de 2017 seria o ano da recuperação do mercado imobiliário e da construção civil. O que eles não contavam, talvez, era com a profunda crise política que o país tem enfrentado e que parece estar longe de terminar. Esse ano, portanto, tem se mostrado um ano de difícil reestruturação e readequação, mas que não deixou de fornecer pequenas oportunidades para o gigante da construção retomar o folego.

Em Fevereiro desse ano, por exemplo, foram anunciadas mudanças no programa “Minha casa minha vida” e a construção de 600 mil novas moradias. Além disso também foi apresentado o “Cartão Reforma” que visa possibilitar que famílias mais carentes consigam terminar suas casas próprias ou reformar as que já possuem, aumentando novamente o número de canteiros de obras pelas cidades. Essas iniciativas podem contribuir para a reinserção de muitos funcionários da construção civil no mercado de trabalho e podem ser vistas como os primeiros indícios de recuperação, já que um ponto essencial para que o mercado da construção caminhe bem é o aumento do investimento governamental no setor.

Saída para os profissionais da área

Como em qualquer outro setor que sofre com a queda da economia, na construção civil a saída para os profissionais também é a inovação. Todo ano milhares de profissionais se formam nas faculdades em áreas relacionadas a construção como Engenharia Civil e Arquitetura, e em momentos de crise, quem não investir e inovar corre o risco de ficar para trás. É preciso mais do que nunca investir no currículo e qualificação, para pesar o currículo com diferenciais que façam o profissional sair na frente no mercado. Para esse caso é possível investir em qualificações como pós graduações, mestrados e doutorados. O conhecimento pode trazer alternativas para se tornar um profissional indispensável e eficiente que, exatamente no momento de crise, tem a oportunidade de brilhar e se destacar diante de seus colegas.

Outra saída é a inovação e o empreendedorismo dentro desse mercado.  É preciso dar atenção pra nichos pouco explorados como: obras de pequeno e médio porte como reformas e construções de casas residenciais – pesquisas indicam que 54% dos brasileiros já reformaram ou construíram uma casa e que mais de 80% desses o fizeram sem nenhum suporte de profissionais da engenharia; a necessidade de inspeções e  laudos dessas construções e até mesmo a execução de reparos apontados por essas inspeções. Isso tudo é além de continuar buscando os serviços já comumente prestados!

É fato que o Brasil e o mercado de construção civil tem se recuperado de forma lenta e gradual, mas a crise não pode ser uma desculpa para o fracasso. Com os recursos certos para aumentar a rentabilidade dos seus negócios é possível alcançar o desenvolvimento, mesmo que lento e gradual, diante de um momento critico em que todos os setores da economia parecem estagnados.

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